<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409</id><updated>2012-02-03T09:34:37.178-08:00</updated><title type='text'>O Aleph</title><subtitle type='html'>Vi o Aleph de todos os pontos, vi no Aleph a terra, vi o meu rosto e as minhas vísceras, vi o teu rosto e senti vertigem e chorei, porque os meus olhos tinham visto esse objecto secreto e conjectural cujo nome os homens usurparam, mas que nenhum homem olhou: o inconcebível universo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-2515722168371000166</id><published>2008-08-08T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-12-21T06:06:02.017-08:00</updated><title type='text'>Porvir</title><content type='html'>A morte não nos deixa saudosos do que tivemos em vida. Morrer é ter saudades do nosso porvir. É Lamentar o que nunca se fez. É balbuciar, no último suspiro, as palavras entaladas que, agora, só saem como um sopro triste e desgarrado do seu lar silencioso. É chorar não pela perda das imagens já vistas, mas pelos olhos, que agora só abrigam reflexos vazios. Não pelas músicas que já cantaram na alma, mas pelos ouvidos, que não sabem mais o que lhes chega. Não pelo apetite perdido, mas pela língua, sem doce, sem amargo, sem verbo. Pelas mãos gélidas, que moldariam o destino e mudariam o mundo, sem mais calores, sem mais poderes. As palavras arrancadas, as músicas acabadas, a escultura moldada, a semente plantada, não dói ao espírito que se esvai, pois onde o espírito tocou, jaz eterna memória. O que dói é aquilo que não foi feito. E o que dói mais ainda, é aquilo que nem sequer foi pensado. Junto ao sucumbir da carne, se desfazem sonhos, ainda não sonhados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-2515722168371000166?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/2515722168371000166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=2515722168371000166' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2515722168371000166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2515722168371000166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2008/08/porvir.html' title='Porvir'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-2599923055055146769</id><published>2008-01-20T09:58:00.000-08:00</published><updated>2008-09-16T14:28:00.894-07:00</updated><title type='text'>Retratos escritos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;                                                                            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;"Quem sabe que o tempo está fugindo,&lt;br /&gt;      descobre subitamente a beleza única do momento que nunca mais será."&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ninguém se parece mais contigo&lt;br /&gt;Que o teu retrato&lt;br /&gt;Nele, não há a máscara&lt;br /&gt;Que floreia o ato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais belo&lt;br /&gt;Que o teu retrato&lt;br /&gt;Pois nele, não és passível&lt;br /&gt;Nele não és passável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrato, guardador de instantes&lt;br /&gt;Cristalizador dos detalhes&lt;br /&gt;Guardou o tempo para mim&lt;br /&gt;Nele mora, viva e eterna&lt;br /&gt;A hora que não retorna&lt;br /&gt;A hora que não se apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar o retrato&lt;br /&gt;Vi além da minúscula imagem&lt;br /&gt;Que atravessou meus olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o segundo que havia acabado de romper&lt;br /&gt;Vi o instante frágil que precedia&lt;br /&gt;O segundo seguinte&lt;br /&gt;A imagem estática revelou-me então&lt;br /&gt;O inconstante e móvel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura mostrava-me o movimento exato do vento&lt;br /&gt;Embalando a dança das folhas&lt;br /&gt;Uma folha estava caindo&lt;br /&gt;Mas ainda não havia alcançado o chão&lt;br /&gt;Minha memória sabia somente da folha já caída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que era noite enluarada&lt;br /&gt;Mas só o retrato fiel&lt;br /&gt;Mostrou-me o reflexo da lua&lt;br /&gt;Tremendo na água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar um retrato&lt;br /&gt;é ver sem os nossos olhos&lt;br /&gt;É ver além do retrato&lt;br /&gt;Ver além do campo de visão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu olhar lento&lt;br /&gt;Minha mãos pequenas&lt;br /&gt;Não viam, não tocavam&lt;br /&gt;A imensidão daquele instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a lente sim&lt;br /&gt;Fez do momento, permanente&lt;br /&gt;E me trouxe o que já era passado&lt;br /&gt;Ela devolveu-me o tempo perdido&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-2599923055055146769?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/2599923055055146769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=2599923055055146769' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2599923055055146769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2599923055055146769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2008/01/retratos-escritos.html' title='Retratos escritos'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-6273314281044338887</id><published>2007-12-28T14:12:00.000-08:00</published><updated>2011-07-08T22:07:57.934-07:00</updated><title type='text'>Sobre o ato de florescer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu adoro flores, posso passar horas olhando para uma, que o deslumbre não me deixa. Estava em uma feira de plantas apreciando uma orquídea branca, linda e perfumadíssima. A dona da obra de arte da natureza(apesar de plantas serem filhas da terra, e não posse dos homens) me disse que ela só perfumava à noite. Claro que a minha mente viajante não se conteve, e daí começaram as reflexões. Quando a moça me contou que a orquídea só perfumava à noite, eu perguntei se era por causa da escuridão ou das alterações do dia, em outros termos, se ela fosse colocada, ao meio-dia em um quarto escuro, passaria a exalar seu cheiro, ou o contrário, se à noite, ao acender a luz, ela perderia o aroma. A moça não soube me responder. Mas eu, pessoalmente, custo a crer que se possa enganar o pressentimento das flores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clarificou-se logo para mim o porquê delas serem brancas, ora, se elas perfumavam à noite, então eram flores que atraiam os insetos para fecundação à noite, e se o "flerte" dava-se na escuridão, precisariam mesmo do branco para sobressair. Simples, né? Para nós, humanos, nem tanto, pois em meio a tantos pre(conceitos), tantas fórmulas, e tanta racionalidade... acabamos por perder o encanto da flores. Nossas estações estão fora de ordem, perdemos o dia da primavera, e não florescemos mais. É isso mesmo, o verbo é "florescer", um místico medieval, Angelus Silésius(eu nunca tinha escutado falar, foi-me apresentado pelo Rubem Alves) disse assim: "A rosa não tem 'porquês'. Ela floresce porque floresce.". É isso mesmo, eu fico impressionadíssima com a inteligência da natureza, nunca escutei falar que uma onze horas(aquela flor que só floresce de manhã) tivesse acordado mal humorada e passado o dia fechada, ou que essas flores brancas da noite(são muitas!) esquecessem-se de perfumar. Por isso elas são encantadoras, por deterem a intuição inquebrável da natureza, elas não aprendem as leis, pois são a própria lei do universo em eterna e perfeita execução. O mundo pode ruir, as flores jamais se esquecerão do seu compromisso divino de nos prestar beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-6273314281044338887?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/6273314281044338887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=6273314281044338887' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/6273314281044338887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/6273314281044338887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/12/sobre-o-ato-de-florescer.html' title='Sobre o ato de florescer'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-5244311801479712654</id><published>2007-11-09T10:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T13:14:02.478-08:00</updated><title type='text'>A morte de Beatriz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mais apreciável em uma narração, às vezes mais que a mensagem final, são essas passagens despretensiosas que transmitem sensações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cotidianas&lt;/span&gt;, e que passam, no mais das vezes, despercebidas e nunca contadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu li este conto a primeira vez, e só lembrava do belo momento da visão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Aleph&lt;/span&gt;; li a segunda, e passei a descobrir as metáforas; li a terceira e atentei para fascinante passagem em que o narrador esquece-se do que lhe parecia mais importante, Beatriz... Li várias vezes, até me deslumbrar com o sentimento desta passagem:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Na ardente manhã de Fevereiro em que Beatriz Viterbo morreu, depois de uma imperiosa agonia que não cedeu um só instante nem ao sentimentalismo nem ao medo, notei que os painéis de ferro da Plaza Constitución tinham renovado não sei que anúncio de cigarros louros; o facto doeu-me"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conto começa com a morte de Beatriz, no entanto, a dor dele não deu-se neste momento, pois, ignorando a morte, Beatriz ainda o habitava. A dor veio a ele, ao ver a renovação do anúncio de cigarros. Neste momento, ele chorou a partida de sua amada, pois sentiu que o universo refazia-se rápido, incessante e indiferente a ausência dela. Quando ele percebeu o descompasso entre o que havia nele e o universo, chorou enfim, a morte de Beatriz. Para ele, não havia dor maior do que ver uma folha cair de uma árvore à revelia de Beatriz, o mundo deveria ter parado para lamentar sua ida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dor da perda não é mero lamento pela ausência, é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;espirito&lt;/span&gt; indignado com o furor do tempo, que passa, renegando aquela inexistência. É o homem, senhor da razão, estranhando a passagem das horas e a mudança das coisas. É a vaga e doída lembrança de que corremos para acompanhar o tempo, pois ele, não nos pode acompanhar individualmente. Ele nunca corre, e nunca para... ele simplesmente passa. Como diz aquela música, cantada pela Nana: "Ele sabe passar, e eu não sei...".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-5244311801479712654?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/5244311801479712654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=5244311801479712654' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/5244311801479712654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/5244311801479712654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/11/morte-de-beatriz.html' title='A morte de Beatriz'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-2620322163779957017</id><published>2007-11-05T20:11:00.000-08:00</published><updated>2007-11-05T20:21:12.202-08:00</updated><title type='text'>Espiritualidade</title><content type='html'>“Quero fazer os poemas das coisas materiais,&lt;br /&gt;pois imagino que esses hão de ser&lt;br /&gt;os poemas mais espirituais.&lt;br /&gt;E farei os poemas do meu corpo&lt;br /&gt;E do que há de mortal.&lt;br /&gt;Pois acredito que eles me trarão&lt;br /&gt;Os poemas da alma e da imortalidade.”&lt;br /&gt;E à raça humana eu digo:&lt;br /&gt;-Não seja curiosa a respeito de Deus,&lt;br /&gt;pois eu sou curioso sobre todas as coisas&lt;br /&gt;e não sou curioso a respeito de Deus.&lt;br /&gt;Não há palavra capaz de dizer&lt;br /&gt;Quanto eu me sinto em paz&lt;br /&gt;Perante Deus e a morte.&lt;br /&gt;Escuto e vejo Deus em todos os objetos,&lt;br /&gt;Embora de Deus mesmo eu não entenda&lt;br /&gt;Nem um pouquinho…&lt;br /&gt;Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?&lt;br /&gt;Por mim, de nada sei que não sejam milagres…&lt;br /&gt;Cada momento de luz ou de treva&lt;br /&gt;É para mim um milagre,&lt;br /&gt;Milagre cada polegada cúbica de espaço,&lt;br /&gt;Cada metro quadrado de superfície&lt;br /&gt;Da terra está cheio de milagres&lt;br /&gt;E cada pedaço do seu interior&lt;br /&gt;Está apinhado de milagres.&lt;br /&gt;O mar é para mim um milagre sem fim:&lt;br /&gt;Os peixes nadando, as pedras,&lt;br /&gt;O movimento das ondas,&lt;br /&gt;Os navios que vão com homens dentro&lt;br /&gt;- existirão milagres mais estranhos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiritualidade, Walt Whitman&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-2620322163779957017?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/2620322163779957017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=2620322163779957017' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2620322163779957017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/2620322163779957017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/11/espiritualidade.html' title='Espiritualidade'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-5664653510631723168</id><published>2007-10-13T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T13:39:01.485-07:00</updated><title type='text'>Clarice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Porque às cinco da madrugada de hoje, 25 de julho, caí em estado de graça.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O estado de graça de que falo não é usado para nada. É como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe e existe o mundo. Nesse estado, além da tranquila felicidade que se irradia da pessoas e coisas, há uma lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é leve. É uma lucidez de quem não precisa mais adivinhar: sem esforço, sabe. Apenas isto, sabe. Não me pergunte o quê, porque só posso responder do mesmo modo: sabe-se"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero- eis que três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. E você é você. É vasto, vai durar."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li Clarice me tornei menos solitária. Água viva é diferente de todos os livros que já tive contato, me parece que tem sangue correndo por aquelas letras, tão vivas elas estão. A solidão que a Água Viva nos rouba(ao mesmo passo que nos traz) é aquela mais triste e bonita. A solidão, que todos nós, inevitavelmente temos. Não é solidão por ausências. É a solidão de sermos quem somos(parece redundante? Não é!) desde que nascemos até o nosso último dia, à cada instante, inafastávelmente.&lt;br /&gt;Sabemos que dois corpos não podem estar no mesmo espaço ao mesmo tempo, o que nos conduz a vermos as coisas em dado momento, por um ângulo que só nós podemos ocupar, isso é incompartilhável. Sei que meu olho é meu, e o teu é teu, e por isso nunca veremos nada igual. E que os caminhos que percorremos, não podem ser os mesmos, embora algumas vezes se cruzem. E que a mente é um campo complexo e desconhecido, que todos nós temos, de forma tão individual quanto as linhas dos nossos polegares.&lt;br /&gt;Ah, como eu queria, por um minuto apenas, compartilhar sensações e pensamentos, em toda sua exatidão. Água viva faz esta mágica: devaneios das noites insones, fluxo confuso de idéias, reflexões indizíveis. Sem crivo, sem pausas. Clarice não compartilha pensamentos formados, ela, corajosamente, se abre para sua solidão e a deixa fluir livremente, desmanchando-se em letras. Simplesmente adentra nosso corpo, com sua alma densa, e nos faz sê-la. É como se estivéssemos por uns dias, vendo com seus olhos, ouvindo por seus ouvidos, sentindo com sua alma. Chegamos quase, a pintar suas telas, tamanha a inspiração que sugamos daquelas páginas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-5664653510631723168?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/5664653510631723168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=5664653510631723168' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/5664653510631723168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/5664653510631723168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/10/clarice.html' title='Clarice'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-6813400849555731538</id><published>2007-09-21T16:19:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T09:10:18.128-07:00</updated><title type='text'>Nalgum lugar</title><content type='html'>Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além&lt;br /&gt;de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:&lt;br /&gt;no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,&lt;br /&gt;ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra&lt;br /&gt;embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar&lt;br /&gt;me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre&lt;br /&gt;(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou se quiseres me ver fechado, eu e&lt;br /&gt;minha vida nos fecharemos belamente, de repente,&lt;br /&gt;assim como o coração desta flor imagina&lt;br /&gt;a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada que eu possa perceber neste universo iguala&lt;br /&gt;o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura&lt;br /&gt;compele-me com a cor de seus continentes,&lt;br /&gt;restituindo a morte e o sempre cada vez que respira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não sei dizer o que há em ti que fecha&lt;br /&gt;e abre; só uma parte de mim compreende que a&lt;br /&gt;voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)&lt;br /&gt;ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. E. Cummings&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-6813400849555731538?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/6813400849555731538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=6813400849555731538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/6813400849555731538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/6813400849555731538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/09/nalgum-lugar-em-que-eu-nunca-estive.html' title='Nalgum lugar'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-3596430822050925567</id><published>2007-08-20T01:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T13:42:48.491-07:00</updated><title type='text'>Rilke</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que quem sabe ler, não lê muito, de fato. Saber ler, para mim, é ler com sabor. Não é um mero entender, mas uma experiência sinestésica. Não consegue ler muito, porque quando as palavras não são letras compostas, mas sim sentimentos(E é assim que elas devem ser), elas nos chegam como fisgadas. A fisgada é o breve e prazeroso momento de "entendimento". Prossegue-se então, a efervescência. E de uma linha, fazem-se mil idéias. De tal forma, que o livro se transpõe para dentro de nós com uma imponência insuportável, que nos obriga a fechá-lo. Sim, os bons livros são aqueles que frequentemente nos coagem a fechá-los, com a fisgada da sua solidão, afinal, compartilhar solidões é sempre uma experiência temerosa. Ouso até dizer que eles não são feitos para serem lidos, são, a priori, mero deleite do escritor, perdoem-me, deleite não, desafogamento. Um desafogo de idéias, que caem nas mãos da humanidade, quase como um incidente. São as linhas da razão, impressas, num gesto de desabafo. Creio que Rilke(E ele sempre me inspira verdades) quis dizer algo semelhante a isso ao aconselhar Kappus em “Cartas a um jovem poeta”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Procure trazer à tona as sensações submersas desde passado tão vasto; sua personalidade ganhará firmeza, sua solidão se ampliará e se tornará uma habitação a meia luz, da qual passa longe o burburinho dos outros.&lt;br /&gt;E se desse ato de se voltar para dentro de si, desse aprofundamento em seu próprio mundo, resultarem versos, o senhor não pensará em perguntar a alguém se são bons versos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda boa literatura é um exercício de solidão. Todo livro valioso, poderia ser enterrado, pois a sua legitimidade, sem dúvida, independe do nosso possível apreço. Livros são como lágrimas, que enchem os olhos de alguém, mas vêm escorrer nas nossas faces.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-3596430822050925567?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/3596430822050925567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=3596430822050925567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/3596430822050925567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/3596430822050925567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/08/acho-que-quem-sabe-ler-no-l-muito-de.html' title='Rilke'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-3569111536665027738</id><published>2007-07-03T22:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T09:11:27.229-07:00</updated><title type='text'>Crepúsculo</title><content type='html'>A noite corrompe o dia&lt;br /&gt;Sua penumbra baldia&lt;br /&gt;A tudo empalidece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com medo da noite vazia&lt;br /&gt;Furtar o resto do dia&lt;br /&gt;Ela fecha os olhos e adormece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E guarda-te como neste entardecer&lt;br /&gt;Que vê amanhecer&lt;br /&gt;Mas não escurece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crepúsculo, poema antigo e "desdatado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-3569111536665027738?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/3569111536665027738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=3569111536665027738' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/3569111536665027738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/3569111536665027738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/07/noite-corrompe-o-dia-sua-penumbra.html' title='Crepúsculo'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-236533879034294989</id><published>2007-06-22T12:26:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T09:12:40.372-07:00</updated><title type='text'>Objetos flutuantes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando a moça vaidosa passava&lt;br /&gt;Desfilando com seus enfeites&lt;br /&gt;Eu via objetos flutuantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via o vestido rodado&lt;br /&gt;O balançar dos tecidos&lt;br /&gt;Via as luvas longas&lt;br /&gt;Contornando a cobiça imóvel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via os brincos pesados&lt;br /&gt;Acompanharem o vento&lt;br /&gt;Via o colar, as pulseiras&lt;br /&gt;E a música dos pingentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via os saltos finos&lt;br /&gt;E seus estalares no chão&lt;br /&gt;Via o pó dispersar-se, aos poucos,&lt;br /&gt;A cada pisada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via a sombra dela&lt;br /&gt;Mas dela, só via a sombra&lt;br /&gt;A pobrezinha perdeu-se de si&lt;br /&gt;E restaram aqueles apetrechos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá iam os objetos&lt;br /&gt;Soltos pelo ar&lt;br /&gt;Presos ao corpo ermo da mocinha&lt;br /&gt;O corpo devia ser jeitoso&lt;br /&gt;Mas foi-se embora&lt;br /&gt;Para acompanhar a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetos flutuantes&lt;br /&gt;26 de maio de 2006&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver objetos contornando vazios, é ver, compadecidamente, o ser que vaga, solitário de si. A solidão chega ao grau extremo e se torna "insentida", de forma que os corpos já não sabem mais que neles há só ausência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-236533879034294989?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/236533879034294989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=236533879034294989' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/236533879034294989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/236533879034294989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/06/quando-moa-vaidosa-passava-desfilando.html' title='Objetos flutuantes'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-118289449944767101</id><published>2007-06-18T10:38:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T09:13:22.310-07:00</updated><title type='text'>Jardim interior</title><content type='html'>Todos os jardins deviam ser fechados,&lt;br /&gt;com altos muros de um cinza muito pálido,&lt;br /&gt;onde uma fonte&lt;br /&gt;pudesse cantar&lt;br /&gt;sozinha&lt;br /&gt;entre o vermelho dos cravos&lt;br /&gt;O que mata um jardim não é mesmo&lt;br /&gt;alguma ausência&lt;br /&gt;nem o abandono...&lt;br /&gt;O que mata um jardim é esse olhar vazio&lt;br /&gt;de quem por eles passa indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardim interior, Mario Quintana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-118289449944767101?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/118289449944767101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=118289449944767101' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/118289449944767101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/118289449944767101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/06/todos-os-jardins-deviam-ser-fechados.html' title='Jardim interior'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8237408906199314409.post-8569517456346337946</id><published>2007-06-18T07:10:00.000-07:00</published><updated>2007-11-20T13:22:05.884-08:00</updated><title type='text'>O Aleph</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para estrear o blog, nada mais providencial do que explicar o nome: "O Aleph" é o título de um conto do Jorge Luis Borges. A escolha do nome não foi despretensiosa, nem por mim, nem pelo Borges, como ele mesmo explica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A sua aplicação ao círculo da minha história não parece casual. Para a Cabala, essa letra dignifica o En Soph, a ilimitada e pura divindade; também se disse que tem forma de um homem que assinala o céu e a terra, para indicar que o mundo é o espelho e o mapa do superior; Para a Mengenlehre, é o símbolo dos números transfinitos, nos quais o todo não é maior que qualquer das partes. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aleph é descrito no conto como um ponto de dois ou três centímetros, de onde se pode observar todos os inúmeros pontos do universo simultaneamente. Ao olharmos para o Aleph, vemos a noite e o dia simultaneamente; vemos todos os jardins; todas as mortes e todos os nascimentos; todos os livros, e todas as letras solitárias de cada livro. Vemos um infinito de coisas coexistindo sem se confundir, de forma que a linguagem nos prega uma peça. Como descrever esta visão? Impossível, já que a linguagem nos exige uma sucessividade de descrições, e o Aleph é tudo ao mesmo tempo. Ainda assim, Borges se aventura nesta impossibilidade. Aliás, creio que todos os escritores se aventurem em atravessar este universo nebuloso que é a linguagem, para compartilhar algum pontinho ínfimo do seu Aleph.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem, todos eles tem seu Aleph, sua fonte secreta e indizível de observar o universo. É de lá que vem a inspiração dos poetas e as poucas verdades que temos do mundo. Foi através do Aleph que Aristóteles intuiu que a terra não poderia ser plana; que Copérnico viu o sol estacionário; que Van Gogh enxergou a beleza reluzente dos girassóis; que Beethoven descobriu as notas da 9ª; que Pessoa conheceu Caeiro. O Aleph é o que alguns chamam de sopro divino. É o momento que a natureza empresta a alguns mortais, os olhos de Deus, e assim, eles podem enxergar o mundo todo com uma nitidez e um brilho especial. Não preciso dizer que é fado deles compartilhar conosco esta imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Aleph abre-se aqui, espero que as palavras corram rápidas, para acompanhar os olhos. Espero inclusive, que elas não desistam desta árdua missão, e que o espaço se faça como o objeto: rico e ilimitado. Deixo o sugestivo parágrafo final do conto, esclarecendo que na estória, Beatriz é a falecida moça pela qual o narrador sempre teve verdadeira adoração(nada que nos impeça de remeter à Divina Comédia):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Existe esse Aleph no íntimo de uma pedra? Tê-lo-ei visto quando vi todas as coisas e esqueci-o? A nossa mente é porosa para o esquecimento; eu próprio começo a falsear, sob a a trágica erosão dos anos, os traços de Beatriz.".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8237408906199314409-8569517456346337946?l=vioaleph.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vioaleph.blogspot.com/feeds/8569517456346337946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8237408906199314409&amp;postID=8569517456346337946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/8569517456346337946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8237408906199314409/posts/default/8569517456346337946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vioaleph.blogspot.com/2007/06/o-conto-de-borges.html' title='O Aleph'/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12785856867894227386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
